Três novos empreendedores, em fase de criação das suas empresas, classificam o programa InovEmpreende da AIP como uma "oportunidade única para validar a ideia de negócio", a "possibilidade de criar uma marca própria" e um "apoio para amadurecimento do projecto". José Ventura, de Portalegre, Marina Canhoto, de Évora, e Adelina Mendes, de Castelo Branco, explicam o caminho que os levou a transformarem um sonho numa realidade.
O "InovEmpreende", destinado a apoiar o empreendedorismo, foi desenvolvido durante o ano passado nas regiões da Guarda, Castelo Branco, Évora e Portalegre e envolveu diretamente cerca de 45 empreendedores, através da implementação de ferramentas e metodologias desenvolvidas à medida para este projeto.
O programa, cofinanciado pelo COMPETE, revelou ser uma inovação no panorama nacional, ao introduzir uma metodologia de apoio com base em ferramentas muito atuais de conceção e teste de modelos de negócio, na ótica do "do it yourself", e recorrendo a apoio individualizado e ao autoestudo.
Estas ferramentas, concebidas para qualquer empreendedor as utilizar no desenvolvimento do seu próprio modelo de negócio, foram disponibilizadas e divulgadas nos eventos públicos que a AIP realizou naquelas regiões.
José Ventura cria plataforma de prestação de suporte informático para empresa onde trabalha
Uma plataforma de prestação de suporte informático é o projecto de José Ventura, engenheiro informático na empresa PonteFinal – Consultoria Informática, sediada em Ponte de Sor.
O especialista explica que esta plataforma é "diferente no seu conceito e no seu funcionamento": "Tem por base uma plataforma cloud e irá funcionar de forma pró-ativa. O método tradicional de suporte informático funciona num conceito break/fix, ou seja, tipicamente o cliente entra em contacto com o prestador de serviço quando alguma anomalia é detetada no funcionamento do seu dispositivo. O meu conceito consiste numa prestação de serviço continuado, atuando de forma pró-ativa e antecipando-se ao surgimento dos problemas".
O objetivo de José Ventura "é conseguir endereçar uma fatia generosa de um mercado que se encontra em franco crescimento, como é o caso dos dispositivos móveis smartphones, tablets e portáteis". Numa segunda fase, estarão disponíveis outros serviços que "trarão valor acrescido aos utilizadores".
José Ventura agarrou a oportunidade oferecida pelo InovEmpreende, "logo no dia da apresentação do programa", em Portalegre, no NERPOR. "Antevi neste projeto a oportunidade única de poder validar a minha ideia de negócio", confessa.
Quando a 30 de janeiro de 2014 preencheu a ficha de inscrição, o engenheiro da PonteFinal "tinha já uma ideia de negócio em mente" que "foi sendo aperfeiçoada no decorrer do programa e graças à forma como o mesmo se desenvolveu".
As sessões de trabalho propostas pela AIP e as sessões presenciais com os júris permitiram-lhe "obter opiniões e sugestões de pessoas com muita experiência", que considera terem sido de "uma importância sublime". Porque "deram maturidade e forma à ideia inicial de negócio, transformando-a em algo de concreto e elevando assim a probabilidade de êxito".
A génese do projeto "teve origem no seio da PonteFinal", empresa onde trabalha. "A ideia de negócio surgiu precisamente da necessidade de elevar para um patamar de excelência o nível de serviço prestado aos clientes", recorda.
Numa fase inicial, José Ventura prevê que o projeto seja desenvolvido dentro da PonteFinal, "tirando assim partido de todos os benefícios inerentes a esse facto". Dependendo do crescimento do projeto e da dimensão que possa vir a adquirir, "é espectável que o mesmo se torne autónomo, dando origem a um spin-off da empresa".
Os conhecimentos transmitidos, a informação facultada e as ferramentas disponibilizadas pela AIP são, segundo o empreendedor, "uma mais-valia" que se traduz na possibilidade de "poder recorrer vezes sem conta às mesmas ferramentas para outros projetos, quer sejam eles atuais ou futuros". "No fundo, é como ter a receita certa para poder fazer um bom prato sempre que me apeteça", sublinha.
José Ventura destaca "o empenho de todos os envolvidos no InovEmpreende, desde o acompanhamento prestado pela AIP à disponibilidade do NERPOR, passando pela dedicação de todos empreendedores nos seus projetos, onde foi evidente a evolução das ideias apresentadas".
Marina Canhoto com "Licoreira da Villa" em Évora...
A possibilidade de "amadurecer a vontade de criar uma marca própria" levou Marina Canhoto a lançar a "Licoreira da Villa", em Évora.
"Tinha uma vontade de recuperar um saber antigo, regional e familiar, que me permitisse o aproveitamento de produtos criados por pequenos produtores, familiares e amigos, da minha região", recorda a empreendedora, vencedora do "Prémio InovEmpreende 2014", atribuído pela AIP ao melhor projeto de empreendedorismo da região de Évora, no âmbito do programa "InovEmpreende".
"Durante o programa fui afunilando a ideia, tornando-a mais real, tropeçando em dificuldades, que faziam surgir novas ideias e definindo quem são os potenciais clientes e os canais de venda para o meu produto", conta Marina Canhoto.
O projeto passa pela recuperação de receitas originais deixadas por uma avó e de uma taberna que existiu em Borba. O objectivo de Marina Canhoto é, segundo explica, "dar a conhecer estas iguarias, com o compromisso de respeitar a fabricação dos produtos de acordo com processos artesanais e apenas com recurso a produtos naturais".
Os conhecimentos que adquiriu durante a sua participação no programa representam "uma mais-valia muito importante", admite a empreendedora ao relevar o grau de exigência do mesmo: "Não é um desafio fácil, é um trabalho pertinente, que nos faz definir as dificuldades reais, levanta dúvidas, mas ao mesmo tempo abre caminho no design do projeto".
... e Adelina Mendes com Casa do Pastel de Nata de Figo da Índia sem Ovos em Penha Garcia
A criadora do Pastel de Nata de Figo da Índia sem Ovos, Adelina Mendes, não tem dúvidas ao afirmar a utilidade do programa InovEmpreende – "Um apoio em termos de amadurecimento da minha ideia de negócio".
A Casa do Pastel de Nata de Figo da Índia sem Ovos é um projecto direcionado para os turistas que visitam a aldeia histórica de Penha Garcia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. "Tenciono abrir a empresa, logo que o espaço destinado ao projeto esteja terminado", adianta a professora de design.
Adelina Mendes lembra que "já tinha uma ideia de negócio", mas que, durante o programa, "foi sendo reformulada, clarificada e simplificada".
"Recomendo a todos que passem por esta prova", aconselha a inventora desta singular iguaria doce. "É uma reflexão fundamental para amadurecer um projeto, poupando possíveis futuros dissabores", conclui.
Fonte: Portal: AIP-CCI
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