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Mensagem aos candidato(a)s à Câmara de Portalegre

Publicado em 13-09-2021

Quero sublinhar que todos os seguintes comentários são emitidos a título estritamente pessoal, na qualidade de cidadão nascido e criado em Portalegre, desde sempre civicamente empenhado no seu progresso e desenvolvimento.

O apelo que faço a todos os candidato(a)s é desde logo que se comprometam nas suas campanhas com objectivos claros, com «bandeiras» quantitativamente tão definidas quanto possível, do que se propõem conseguir para o concelho, sem se refugiarem nas vagas generalidades que são na essência repetição comum de todos os programas, porque se subsumem afinal no que todos queremos: «o bem da nossa terra!».

Mas têm de ser compromissos sérios, responsavelmente assumidos, porque numa disputa que se advinha renhida, serão os marcos esclarecedores e orientadores dos eleitores melhor informados, neutrais quanto a simpatias pessoais ou devoções partidárias, sobre as diversas opções em presença. Não é só constarem nos programas, é serem afirmados «alto e bom som» em todas as intervenções, pois é sabido que quase ninguém lê os programas.

O candidato(a) tem de ter consciência que deve ser também candidato a líder regional, como se impõe ao presidente duma capital de Distrito, o que reforça a necessidade de, sem perder firmeza nos princípios, ter a humildade de saber escutar e dialogar, para gerar consensos alargados e afirmar a liderança, tanto no protagonismo regional, como na governação de um município que, sem surpresas, não terá maiorias absolutas.

Tanto os responsáveis pelas decisões colectivas que levaram ao descontrolado, improdutivo e excessivo endividamento da Câmara, como os que foram meros e passivos assistentes, têm de compreender que depois de 6 anos de endividamento largamente não reprodutivo e 10 anos de titubeante e lenta parcial recuperação, o concelho não se pode «dar ao luxo» de deixar fugir mais 4 anos, sem aproveitar as excepcionais condições de financiamento proporcionadas pelo PRR e demais fundos comunitários, para inverter o plano inclinado em que se encontra nos domínios económico e demográfico.

É preciso compreender que o município não é uma «torre de marfim» que consegue por si só resolver os seus problemas, nomeadamente nestes dois domínios referidos, que são sem dúvida os mais importantes e fundamentais. Tem de se reconhecer que o nosso concelho, como qualquer outro, com excepção talvez das grandes metrópoles, está contextualizado, dependendo da envolvente regional e de medidas supra-municipais que o ultrapassam. Daí a importância do protagonismo regional.

Inverter a situação económica e populacional, profundamente interligadas, carece de recursos e instrumentos que um só município não tem condições de desenvolver. Por isso é necessário que os nossos candidato(a)s se coloquem na linha da frente, encabeçando o movimento de reivindicação de tais instrumentos para a nossa região, como é o caso de um PLANO de REVITALIZAÇÃO e de um FUNDO de INVESTIMENTO REGIONAL, absolutamente fundamentais ao reforço do tecido económico e consequente fixação de população.

Ainda recentemente o Governo aprovou a Revitalização do chamado Pinhal Interior, estendida a vários territórios do distrito de Castelo Branco, consagrando a aplicação e gestão de significativas verbas, não podendo os nossos candidato(a)s andarem distraídos com a limpeza das ruas e jardins, missão natural e pacífica de qualquer câmara, sem agitarem estas «bandeiras» nas suas campanhas, reclamando a sua implementação no distrito de Portalegre.

O mesmo se tem de passar ao nível das infra-estruturas! Que futuro pode ter Portalegre, desconectada da rede ferroviária nacional e deficientemente integrada na rede viária? Os candidato(a)s não podem ser alheios a isto ou passarem uma ideia de conformação com esta realidade. Têm de assumir compromisso bem claro junto dos munícipes de pugnarem vigorosa e activamente pela concretização das ligações necessárias.

De resto, a explicitação e reconhecimento claro da importância estratégica da ligação da A23 com a A6 parece estar finalmente a ser consagrada, o que registamos com muita alegria, até por pensar ter dado algum contributo para tal, esperando-se que venha a ser uma das «bandeiras» da região que Portalegre não pode deixar de agitar e liderar, numa conjugação de esforços em torno deste objectivo, conforme aconteceu com o Pisão.

Por último, os candidato(a)s não podem ser submissos ao poder central, seja ele qual for, defendendo uma estratégia regional e municipal, aliás largamente coincidente, que corresponda de forma genuína aos interesses locais, sem qualquer temor de as medidas que precisamos não «encaixarem» nas políticas que a hierarquia governativa pretenda levar por diante.

BOA SORTE PORTALEGRE!

Jorge Pais - Advogado

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