Jorge Pais, presidente de direção da Nerpor-AE e vice-presidente da AIP-CCI, liderou a missão empresarial à Colômbia, que se realizou de 30 de janeiro a 7 de fevereiro. Os empresários das oito empresas nacionais que a AIP-CCI levou à Colômbia, consideram que a Missão Empresarial Multissetorial foi “muito bem-sucedida” e que as reuniões previamente agendadas foram ao encontro dos “critérios pretendidos”, o que permitiu “bons resultados”.
As empresas da região que tenham interesse neste mercado, devem contactar a Nerpor-AE, aproveitando a circunstância da ligação anteriormente mencionada.
No total, foram agendadas 132 reuniões bilaterais com empresários locais (importadores, distribuidores e fabricantes) e realizadas nas cidades de Bogotá e Medellín, com extensão a Tocancipa, Envigado, Rionegro e Itagüí.
“Foi muito gratificante verificar a satisfação das várias empresas participantes, dos mais diversos setores de atividade, que elogiaram bastante o trabalho desenvolvido pelo nosso departamento de Internacionalização, bem como a estratégia que adotámos neste domínio de apoio às empresas. Foi possível organizar inúmeros encontros bilaterais com empresas colombianas que decorreram na generalidade de forma muito auspiciosa, atingindo-se completamente os objetivos pretendidos”, salienta Jorge Pais.
Esta Missão Empresarial contou ainda com o apoio da Câmara de Comércio de Bogotá e da Confederação de Câmaras de Comércio da Colômbia, parceiras da AIP naquele país.
Nos encontros institucionais foi realizada uma reunião com o atual Embaixador de Portugal na Colômbia, João Almeida e com o Delegado da AICEP, Paulo Borges. “Foi possível confirmar o elevado interesse do mercado colombiano para as empresas portuguesas, desde a construção civil e obras públicas ao sector das novas tecnologias, ou do agroalimentar ao sector papeleiro. Com o fim da guerrilha, a economia colombiana vem a crescer a bom ritmo, oferecendo grandes oportunidades de negócio que, como é sabido, já despertaram o interesse de vários grupos portugueses. De resto, sente-se um ambiente de muita abertura e favorável às empresas portuguesas, havendo no entanto ainda um largo caminho a percorrer que requer, como é normal, persistência e dinamismo”, aponta o vice-presidente da AIP.
Para além das possibilidades de negócio que decorreram diretamente das reuniões efetuadas pelas empresas portuguesas, dos setores da construção, metalomecânica, indústria transformadora de papel, tecnologias de informação, agroalimentar, fabricação de artigos de plástico e transformação de papel, outras oportunidades foram abertas pelas ligações da AIP com as suas congéneres da Colômbia.
A AIP vai continuar a organizar missões à Colômbia e convidar os empresários colombianos a visitar Portugal, nas designadas missões inversas. “O objetivo passa pelo acompanhamento do desenvolvimento das relações económicas entretanto iniciadas pelas nossas empresas, procurando prestar uma assistência e apoio permanentes”, destaca Jorge Pais.
O vice-presidente da AIP realça que “na realidade, a visão e espírito de serviço da AIP, também em matéria de internacionalização, não se confina a um carácter pontual, antes permanecendo ao longo do tempo de uma forma sistemática e duradoura. Foi este tipo de atitude e atuação que as empresas sentiram nesta iniciativa”.
A Missão Empresarial à Colômbia pela AIP, entre os dias 30 de janeiro e 7 de fevereiro, realizou-se no âmbito do projeto “Business Beyond Borders”, da área de Internacionalização, cofinanciado pelo Compete ao abrigo do Portugal2020.
Empresários portugueses fazem balanço positivo
José Reina, Export Manager da Cooperativa Agrícola de Vidigueira
“Gostei imenso da assessoria que me deram. Fiquei muito satisfeito e por isso o balanço é positivo. Saliento também a importância da presença da AIP nas reuniões B2B que decorreram. O mercado da Colômbia é aberto e devo dizer que fiquei desiludido com o facto de ver poucos produtos portugueses e muitos espanhóis. Senti que ainda somos desconhecidos. Por isso, há uma oportunidade para os portugueses apostarem na Colômbia. Nesta altura, a Colômbia está a atravessar dificuldades pela quebra do preço do petróleo e com a desvalorização do peso colombiano. Das conversas que tive com os empresários trata-se de um ciclo. Estamos agora a efetuar propostas e temos perspetivas de realizar negócios. No total, tive 18 reuniões com empresários colombianos”.
Clarinda Chagas, responsável pela Internacionalização da Primano
“Gostei imenso e surpreendeu-me pela positiva. Destaco a organização, a disponibilidade da equipa que nos acompanhou no terreno, as reuniões previamente marcadas de acordo com os nossos critérios e os bons resultados. Neste momento estou na fase de enviar amostras para as empresas colombianas, com as quais estive reunida. Estou por isso expectante”.
Carlos Latourrette, CEO da Latourrette Consulting
“A missão foi extremamente bem conseguida sendo que o valor do processo foi muito positivo. Senti que os empresários colombianos estavam muito “brifados” e daí a facilidade de interação. Neste momento estamos a fazer o follow up das reuniões que fizemos, com a preparação de propostas para várias oportunidades muito bem qualificadas, o que é fantástico”.
José Faria Matos, Export Manager da Suavecel
“Os aspetos positivos que realço são o crescimento da economia, a organização jurídica e empresarial e a similitude de algumas regras de funcionamento com os padrões da UE e dos EUA. Como aspetos negativos constatei o trânsito e a situação de indefinição politica, nomeadamente quanto ao acordo de paz que será sujeito a um referendo. As reuniões foram dentro das expectativas e com uma significativa recetividade dos agentes locais. O mercado colombiano apresenta índices elevados de crescimento e perspetiva-se a continuação dessa tendência, quer pelo aumento no consumo per capita, quer pelo crescimento populacional”.
Carlos Galego, International Business Manager da Goldenpig International
"No cômputo geral, a missão atingiu um nível bastante elevado, pela organização, pelas entidades envolvidas, pelo acompanhamento e pelos resultados. Todos os contactos realizados foram de acordo com as perspetivas e intentos, chegando mesmo a superar as espectativas em algumas reuniões. Os empresários colombianos não têm qualquer tipo de problema em falar sobre o seu modelo de negócio e facilmente criam um ambiente de empatia muito saudável para as reuniões. Relativamente às perspetivas de negócio, todos os intervenientes demonstraram interesse em futuros negócios ou cooperações. O feedback foi bastante positivo, muito embora na nossa área específica de negócio ainda estejamos dependentes da assinatura do acordo bilateral, relativamente às restrições quanto à entrada da carne de porco no país".
Fonte: AIP-CCI